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Houve um tempo, há não muito tempo atrás, que eu achava que poderia-se civer facilmente lonnge da família. Que catava-se malas e cuias e ia-se aventurar-se pelo mundo afora, sem olhar pra trás.
Bem... que tempos sonhadores e distantes.
Hoje, me vejo distante dos únicos irmãos que tenho e percebo o vazio wue fica. Que fica na mesa o almoço no sabado ou domingo, ou nos encontros casuais no meio da semana só pra se ver mesmo. Nas brincadeiras de primos, nas conversas de irmãos tete-a-tete. No abraço de despedida. Nas visitas inesperadas.
Que vazio no peito que dá.
E que vazio maior ainda que dá quando penso que não tenho ideia de quando verei minha familia inteira junta novamente. Todos juntos e reunidos, naquela bagunça de vozes, naquele monte de prato, naquela bagunça de criança correndo e uns gritos de vez em quando seguidos de umas risadas... das piadas, dos filmes em que meu pai e minha irmã, inevitavelmente, sempre vão chorar.
Ah, o vazio...

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